sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Todos os dias uma expectativa


De ser melhor com as pessoas, de ser melhor para o mundo. De dar mais atenção para as pessoas que amo, de fazer melhor o meu trabalho, de cuidar com mais atenção dos meus estudos. De ser gentil com desconhecidos, de ser menos tímida ao falar com desconhecidos. Todos os dias uma nova tentativa. Todos os dias uma nova chance.
Agora fui lá no primeiro paragrafo e troquei a ordem das expectativas. Não vou dizer como estava antes, mas sei que não estava na ordem que deveria estar. Talvez eu esteja depositando minhas expectativas no campo errado. E é por isso que todos os dias uma dessas expectativas se transforma em frustração. Uma frustração por dia.
Começo o dia pensando em todas as coisas maravilhosas que posso fazer por mim mesma e pelos outros e quão pouco tenho feito.  E rezo todos os dias pra ter forças para continuar, pra não desistir. Mesmo com todos os leões, as puxadas de tapete, os rios de esgoto que sai da boca de algumas pessoas eu continuar ali, firme, tentando fazer a minha parte. Criando expectativas que dependam só de mim.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

" A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar"

Quando começou setembro pensei que seria um mês maravilhoso. E foi. Muito rápido, mas foi. Só que foi difícil. Na última sexta feira (25) perdi minha gatinha. Os cachorros da rua pegaram ela. 
Até que demorei muito pra começar a falar disso. Mas acho que se eu não começar a escrever, talvez eu fique doida de tanto sentimento que tem dentro de mim. 
Quando (também) minha gata Shanna teve filhotes, doei alguns e acabei ficando com duas. A Banguela e a Magrela. A Magrela não era pra ficar com a gente, eu não podia ter três gatas. Mal podia dar conta de uma, mas ficamos com ela. A Magrela sempre foi a pior, a que comia meus cordões, a que fazia xixi nas nossas roupas, a que fazia coco atrás da porta. Era a gata que mais me deixava louca. Mas como eu amava aquela gata. Como amo. E eu estou sentindo uma falta que nunca vou saber explicar. 
Eu não gostava de gatos, não sei porque choro todo dia a falta dela. Não quero fazer um textão sobre como doí perder um animal de estimação. Só queria dizer que queria voltar no tempo, ou queria me conformar. 
Queria chegar em casa e não ter que ver que a Shanna e a Banguela cabisbaixas procurando a Magrela. Queria olhar as fotos dela e só sentir saudade, mas só sinto um vazio. Essa lei natural das coisas era pra fazer a gente se conformar com as perdas, mas tá foda. 
A gente corre o risco de sofrer com as perdas. 
A Magrela não era a pior gata do mundo, era a mais travessa, a que me deixava mais louca com as besteiras que fazia em casa. A gata que me fez aprender a lidar com as outras duas. A gata que mal sabia miar. 
É isso. Só quero guardar dela as maluquices que ela fazia lá em casa, e como era adorável aquela carinha. E como eu a amava, e como era maravilhoso apertar ela até ela me morder. 
E mais uma vez agradeço, a Deus, ao universo, a tudo que conspirou pra que todas essas gatas entrassem na minha vida. 



Sempre sexy sem ser vulgar